
Sinais do Nada, 2004.
Marcelo Pallotta.
Acordou com torcicolo. Dor aguda e um queixo apontando pra cima em uma impiedosa manhã de segunda. Tinha coisas urgentes para resolver e saiu de casa mesmo assim. Sem carro. Mais seguro.
Reparou no teto quebrado do elevador. No céu azul. Topos de prédios. De todos os tipos. Um grafite colorido. O emaranhado de fios indo de um poste ao outro. Nas folhas de um Salgueiro-chorão. Uma mulher de lenço azul nos cabelos limpando janelas. O teto do escritório precisando de uma pintura nova.
Dia longo. Esboçou um sorriso quando esticou o olho para o relógio. Hora de correr para o acupunturista. Deu de queixo pra um céu aberto e estrelado. Céu de verão. Mormaço bom. Um gato em cima do muro rindo do seu pescoço. O telhado vermelho de uma casa com cheiro de Dama da Noite. Sempre gostou desse nome.
Consulta cara. Alívio instantâneo. Daquele tipo que chega a comprovar a existência de Deus. Saiu caminhando devagar e fez jus a liberdade de movimentos despudoradamente até chegar em casa. Banho, jantar e cama. Era a ordem do dia. Descansar depois de tudo aquilo. Meia-hora depois, levantou-se e foi até a varanda. E não é que o céu é lindo demais?!
Reparou no teto quebrado do elevador. No céu azul. Topos de prédios. De todos os tipos. Um grafite colorido. O emaranhado de fios indo de um poste ao outro. Nas folhas de um Salgueiro-chorão. Uma mulher de lenço azul nos cabelos limpando janelas. O teto do escritório precisando de uma pintura nova.
Dia longo. Esboçou um sorriso quando esticou o olho para o relógio. Hora de correr para o acupunturista. Deu de queixo pra um céu aberto e estrelado. Céu de verão. Mormaço bom. Um gato em cima do muro rindo do seu pescoço. O telhado vermelho de uma casa com cheiro de Dama da Noite. Sempre gostou desse nome.
Consulta cara. Alívio instantâneo. Daquele tipo que chega a comprovar a existência de Deus. Saiu caminhando devagar e fez jus a liberdade de movimentos despudoradamente até chegar em casa. Banho, jantar e cama. Era a ordem do dia. Descansar depois de tudo aquilo. Meia-hora depois, levantou-se e foi até a varanda. E não é que o céu é lindo demais?!
Um comentário:
Nunca perderei de vista o céu que em algumas noites foram pintadas à Gauguin. Sempre te lendo, trago de volta telas que não me saíram da mente... cores que não me saíram do corpo.
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