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Quero que me conheça profundamente. Mas nunca o suficiente.
Ser a tua certeza com um certo desassossego. 
Acolhida perfeita que te empurra lá pra fora na hora certa.
Um desejo quase dolorido.
Quero o medo, sabe? Aquele que te faz lutar para manter.

Ser o teu amor. Daquele tipo e tanto que beira o indecente.

Porque se não for com você, sei não. Desisto.


Foto: Caroline Murat, Paris, 1966. 
           Alécio de Andrade.