
Otto Stupakoff.
O carro pára no farol. Olho para o interior de um ônibus ao lado. Através da porta vejo um homem sentado nos degraus da escada. Um hábito comum adotado nestes tempos de trânsito caótico, ônibus lotados e pessoas cada vez mais cansadas.
O homem dorme com a cabeça apoiada no ventre de uma mulher. Também parece cansada ... em pé no degrau mais baixo, enquanto se recosta numa barra de ferro. Reparo na sua mão envolvendo a nuca do homem carinhosamente.
Simples assim. Nem mais, nem menos. O cansaço de todo dia. O amor do dia-a-dia. E aquela ternura que precisamos encontrar em um gesto, nem que seja num fim de dia.
O homem dorme com a cabeça apoiada no ventre de uma mulher. Também parece cansada ... em pé no degrau mais baixo, enquanto se recosta numa barra de ferro. Reparo na sua mão envolvendo a nuca do homem carinhosamente.
Simples assim. Nem mais, nem menos. O cansaço de todo dia. O amor do dia-a-dia. E aquela ternura que precisamos encontrar em um gesto, nem que seja num fim de dia.
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