Downtown, New York, 1947.
Henri Cartier-Bresson.


Sinto teus olhos
e junto, uma angústia.
Estão a me vasculhar novamente.
Urgência em me escutar o espírito,
entender o mais automático gesto,
saber do mais banal pensamento.

Também urgente, rezo.
Aceita meus silêncios ensurdecedores,
esta imensa faixa cinzenta,
aquele tão presente segredo do passado.
Minhas máscaras indefinidas,
as direitas de minha esquerda.

E rezando, peço.
Aceita este caos que me move
e, se puderes, me ama.

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